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Sinopse:
O livro de Guilherme Prado amalgama duas proposições na fórmula a invenção da loucura. Entre as afirmações de que a loucura é inventada e de que há algo que a loucura inventa, o sentido transita de um polo a outro da invenção, gerando uma vertigem que nos coloca no limite, onde não estamos nem no interior nem no exterior, mas habitamos o fora de nós mesmos que nos atinge com sua estranheza. Transitamos sempre, mas não necessariamente temos ciência das passagens. Se assenhorar das zonas de passagem entre o que se é e o que não se é nos faz habitar uma zona transdisciplinar onde tomar como questão a invenção da loucura é se aventurar num pensamento que expande fronteiras e nos propõe acolher o de longe (Eduardo Passos). O livro de Guilherme Prado coloca uma questão perniciosa: o que haveria ainda a se dizer sobre a relação de loucura, arte, subjetividade e diferença? Como a loucura pode ser algo além de doidice? Aqui, a loucura não é o fim da razão, mas o avesso, do avesso, do avesso criador. Ela se dobra sobre si, escapa dos nomes, desvia das formas. É ausência de obra que engendra um vazio que pulsa. Não se trata de um texto que faz uma romantização da loucura, ignorando o sofrimento psíquico, mas, sobretudo, trata-se de descascar a razão que silencia e enclausura a loucura e as invenções da loucura que re-xistem, afirmam a vida e expandem seus sentidos. [...] Este livro é travessia entre Orfeu e as sereias, entre o grito louco sufocado e as pinturas de Bosch. É uma escuta do impessoal, do neutro, do que não se deixa capturar. É uma dança com o inacabado, com o fragmento, com o múltiplo. A loucura aqui não se explica – se experimenta. Ela se aproxima da arte, da literatura, daquilo que não se encerra. Ela se faz linguagem na dobra sem duplicação, palavra que não representa, mas pulsa na pequena saúde que re-xiste, da vida que insiste mesmo no soterramento. [...] Desejo que a leitura deste livro possa ser um lugar de escuta da loucura, um lugar de transe, um gesto de composição com o fora que inspire novas formas de pensar, inventar e clinicar (Kwame Yonatan).
Autores:
Guilherme Augusto Souza Prado
Psicólogo clínico e institucional. Mestre e doutor em Psicologia. Professor do curso de graduação e do PPG em Psicologia da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar). Coordenador do Núcleo Transdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Saúde e Subjetividade (NuTEPSS). Pesquisador de saúde mental e suas interfaces críticas, decolonialidades, gêneros e territórios. Pai do Martin.
Detalhes
ISBN: 978-65-251-8762-4
ISBN Digital: 978-65-251-8763-1
DOI: 10.24824/978652518762.4
Ano da Edição: 2026
Distribuidora: Editora CRV
Número de páginas: 182
Formato do livro: 16x23
Numero da Edição: 1
Assunto: P254 Prado, Guilherme Augusto Souza As invenções da loucura: arte, subjetividade e diferença / Guilherme Augusto Souza Prado – Curitiba : CRV, 2026. 180 p. Bibliografi a ISBN Digital 978-65-251-8763-1 ISBN Físico 978-65-251-8762-4 DOI 10.24824/978652518762.4 1. Psicologia 2. Saúde mental 3. Arte 4. Filosofi a I. Título II. Série. CDU: 616.89 CDD: 362.2 Índice para catálogo sistemático 1. Saúde mental – 362.2
