Descrição
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Sinopse:
A história da Casa da Árvore é a de uma instituição que faz de si mesma um permanente experimento. É essa disposição que preserva sua plasticidade e a mantém permeável às questões de seu tempo. Desde sua criação, no início dos anos 2000, a Casa da Árvore deslocou a clínica para além de seus contornos tradicionais, fazendo dos territórios marcados pela vulnerabilidade social um espaço de cuidado, produção de conhecimento e invenção.
Anos depois, a partir do impacto provocado pelo assassinato de Marielle Franco, a Casa da Árvore iniciou um profundo processo de transformação institucional. Deparar-se com sua própria branquitude tornou o racismo nomeável e pensável no interior da instituição e inaugurou um novo deslocamento: reconhecer que a história, a corporeidade e os pertencimentos racial e social dos profissionais também constituem a clínica, atravessando a escuta, o brincar, a palavra e os modos de estar com as crianças e suas famílias. Ao tomar as relações raciais como matéria do cuidado, da formação e da experiência clínica, a Casa da Árvore amplia seu campo de trabalho. Essa perspectiva inaugura uma prática não só capaz de escutar os efeitos do racismo já presentes na experiência das crianças, o que por si só não é pouca coisa, mas, ao reconhecer as relações raciais como parte da constituição das subjetividades desde a infância, aposta no fortalecimento do pertencimento e na possibilidade de produzir outras narrativas sobre si e sobre o outro desde os primeiros anos de vida. Em uma sociedade estruturalmente racista, este livro testemunha a experiência de um dispositivo em atualização, uma prática que faz da própria transformação institucional a condição para permanecer viva e, assim, seguir produzindo vida.
Fernanda Kutwak
Autores:
Sobre quem escreve e organiza
Apresentamos, a seguir, as autoras e autores que compõem esta obra. Mais do que um conjunto de currículos, estas são trajetórias em diálogo – percursos que se cruzam na tarefa de sustentar, pensar e reinventar o trabalho com crianças, famílias e redes, em uma perspectiva ética, política e comprometida com a transformação social.
Andreia Grespan (2018-2024)
Me chamo Andréia Souza Grespan, sou psicóloga, terapeuta através do movimento e psicomotricista. Atuo em práticas clínicas diversas que se relacionam com as temáticas de corpo, habitações, grupalidades, cuidado, arte e cultura. Fui vinculada à CDA por 6 anos entre 2018 e 2024 e componho essa escrita através do texto “Caixa da Árvore”.
Cassiane Talita Vieira (2021 – atual)
Sou psicóloga clínica formada pela Universidade Federal Fluminense, com especialização em Ciência, Arte e Cultura na Saúde pela Fiocruz. Integro a Casa da Árvore desde 2021, atuando nos Espaços de Convivência e na Roda de Mulheres e desde 2024 ocupo a Diretoria da CDA. Cresci em uma família de artistas, o que marca meu modo de pensar e trabalhar, aproximando saberes psis, arte e vida cotidiana. Me interesso por temas ligados à negritude, classe e às formas de cuidado nas relações. Para mim, a escrita é um espaço de elaboração e criação de sentido. Sou mãe do Jorge.
Déborah Pech (2012-2021)
Sou Deborah Pech, psicóloga e psicomotricista, com especialização em Clínica Psicanalítica e Saúde Mental. Atuo na clínica com crianças, adolescentes e adultos. Meu percurso atravessa questões ligadas à saúde mental e à grupalidade, áreas nas quais desenvolvi experiências em hospital psiquiátrico, residência terapêutica, coletivos e grupos. Trabalhei na Casa da Árvore entre 2012 e 2021. No texto publicado aqui, reflito sobre a relação entre cuidadores e crianças e os desafios desse vínculo no contexto da ONG Casa da Árvore — uma questão central para pensar o cuidado com a infância.
Evelyn Rangel (2023-2025)
Sou Evelyn Carolinne Rangel Chagas, psicóloga graduada pela UFRJ e especialista em Clínica Psicanalítica pelo IPUB/UFRJ. Integrei a CDA por dois anos, entre 2023 e 2025, onde pude circular pelos territórios da Gamboa, Turano e Ilha da Conceição. Meu trabalho se situa na psicanálise em diálogo com a atenção psicossocial, o trabalho coletivo e as experiências subjetivas marcadas por desigualdades sociopolíticas. Escrevo a partir dos efeitos que essa experiência clínica nos territórios produziu em mim e das questões que deles emergem e insistem.
Fábio Araújo (2013-2018)
Sou Fabio Araujo, psicólogo formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999). Atuo na clínica e no campo da saúde mental, especialmente com acompanhamento terapêutico e residências terapêuticas. Concluí mestrado e doutorado em Estudos da Subjetividade na Universidade Federal Fluminense. Sou autor de Um Passeio Esquizo pelo Acompanhamento Terapêutico e Clínica do Habitar, Residência Terapêutica Casa. Fui supervisor na Casa da Árvore entre 2013 e 2018. Minha escrita nasce da prática clínica e do encontro cotidiano com diferentes formas de cuidado.
Fernanda Kutwak (2004 – atual)
Sou psicóloga clínica, psicomotricista, arte terapeuta, educadora somática e mãe do Iago e da Amora. Transito entre a clínica, a pesquisa do corpo e a dança como território de escuta, cuidado e criação. Minha trajetória e da CDA se entrelaçam. Quando cheguei, a Casa tinha 3 anos e eu estava na universidade. Fiz parte [da construção] de seus diferentes campos e projetos e hoje integro a equipe de diretoria. A CDA é parte essencial da minha formação profissional e pessoal, sendo um território vivo de aprendizagem e atualização. Um campo privilegiado para experimentações, onde corporeidade e experiência sensível assumem papel clínico fundamental, e subjetividade, corpo e política se mostram indissociáveis nos processos de formação.
Gabriel Teixeira (2023-atual)
Trabalho na Casa da Árvore há 3 anos. Sou psicólogo formado pela UFF e, atualmente, faço parte da formação em psicanálise do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ). Priorizo uma formação que esteja em diálogo íntimo com as questões políticas do nosso tempo, como o racismo e a LGBTfobia. Acredito numa escuta atravessada pela multiplicidade dos saberes e que conserve uma orientação ética sobre a diferença enquanto base da subjetividade humana. “O amor é coisa que mói muximba. E, depois, o mesmo que faz curar “.
Giovanna Lacerda (2022-2025)
Sou Giovanna Lacerda Pereira, estudante de Psicologia pela UFRJ. Integrei a equipe da Casa da Árvore entre setembro de 2022 e fevereiro de 2025. A partir da minha experiência, percorri caminhos na psicanálise que fossem de encontro com uma atuação sensível e implicada, que me foi apresentada nesta instituição. Atualmente, meus interesses estão voltados para a clínica infantil e à Psicologia Perinatal. Escrevo sobre um espaço que marcou minha formação, a partir de uma psicanálise atenta aos atravessamentos das questões étnico-raciais e na aposta de uma clínica que se constrói pelos afetos.
Gisele da Hora (2026-atual)
Sou Gisele da Hora, mulher negra, periférica, mãe de Maria Flor e Francisco, casada com meu melhor amigo e companheiro Diogo. Sou psicóloga, psicanalista, Especialista em Clínica psicanalítica e Mestre em Atenção Psicossocial pelo IPUB/UFRJ, participante do Fórum do Campo Lacaniano (FCL-RJ), pesquisadora na Rede de atenção à afetados pela violência de Estado (RAAVE), ocupante do coletivo Ocupação Psicanalítica. Autora do Zines “Vozes que ecoam: escrevivências de trabalhadoras negras da saúde mental” (2025). Desde 2024 integro o Conselho de Administração da Casa da Árvore em uma parceria fecunda e feliz.
Gustavo Dantas (2014-2020)
Sou psicólogo psicanalista, tenho experiência com docência e coordenação na saúde mental do Curso de Medicina da UFRJ e na atuação em diversos serviços da rede de saúde do RJ. Tenho pós-graduações em saúde mental e em psicanálise pelo IPUB-UFRJ e LAEP. Atuo na área de Saúde Mental há 16 anos.
Izabel Villela (2023-atual)
Sou Izabel Villela, psicóloga graduada pela UFRJ e me aproximei do Laço Analítico Escola de Psicanálise (Laep – RJ) para dar seguimento à formação em psicanálise. Faço parte da equipe da Casa da Árvore desde 2023, com atuação nos territórios do Turano e da Ilha da Conceição. Meu trabalho é sustentado pela teoria psicanalítica lacaniana, abrindo espaço para uma fala livre acolhida por uma escuta que dá lugar à singularidade de cada sujeito, sem perder de vista as marcas subjetivas impressas pela sociedade em que vivemos.
Jesiane dos Santos (2019-2024)
Meu nome é Jesiane dos Santos de Oliveira, estive na Casa da Árvore no período de 2019-2024. Formei-me na PUC-RIO em 2018, estudo psicanálise desde a graduação, tanto por conta própria, quanto pela Nebulosa Marginal. Minha motivação para a escrita vem do meu desejo de ampliar minhas capacidades de reflexão e empatia, sendo assim, ela coloca minha mente em movimento.
Joyce Bezerra Alexandre de Lima (2024 – atual)
Sou psicóloga formada pela UFRJ e atualmente mestranda em Psicologia pela mesma instituição, conduzindo uma pesquisa sobre saúde mental de mulheres negras em contexto de trabalho. Acredito que uma prática clínica verdadeiramente comprometida com a produção de saúde mental da população brasileira é aquela que utiliza como lente a interseccionalidade, compreendendo a importância de localizar os marcadores sociais da diferença e como somos lidos no mundo a partir deles. Me interesso pelas discussões acerca das relações étnico-raciais, gênero, território e infâncias.
José Guilherme Alves (2019-2025)
Me chamo Guilherme, sou psicólogo, especializado em saúde mental pela ENSP e fiz parte da Casa da Árvore de setembro de 2019 até agosto de 2025. Foi no chão dos coletivos da casa que aprendi a ser psicólogo, e levei para outros espaços o que me tornei aqui. Meu campo de pesquisa e atuação é dentro da saúde mental e atenção psicossocial, onde me debruço sobre as temáticas da redução de danos e cuidado no território. A partir dessas temáticas, me voltei para a escrita a quatro mãos do texto Casa da Árvore e a escuta territorial, onde refletimos sobre a dimensão de uma clínica que se faz para fora dos consultórios, e a força que pode haver nesse tipo de aposta.
Julia Milman (2001-2021)
Trabalhei na Casa da Árvore de 2001 a 2021, inicialmente como estagiária e, posteriormente, como psicóloga dos espaços de convivência, coordenadora do projeto Cuidando de Quem Cuida e Diretora Executiva da instituição. Sou formada em Psicologia pela PUC-Rio e mestre em Políticas Públicas e Formação Humana pelo PPFH/UERJ. Atuo na área da infância e da adolescência e também com suas famílias. Sou coautora do livro A vida com crianças: para ler nos momentos de sossego e consultar na hora do aperto, publicado pela Zahar.
Júlia Teixeira de Carvalho (2024-2025)
Me chamo Júlia Teixeira de Carvalho e fui estagiária da Casa da Árvore entre março de 2024 e abril de 2025. Sou graduanda em Psicologia pela UFRJ, com trajetória marcada principalmente pelo interesse na psicanálise, na clínica infantojuvenil e relações étnico-raciais. Escrevo a partir das marcas que essa experiência deixou em minha formação e prática, mas também de um lugar de afeto, por ter participado de um projeto que me ajudou a encontrar meu lugar na psicologia e a construir uma escuta mais sensível, atenta às singularidades de cada um e à potência do cuidado em coletivo.
Lívia Franco Cavalcanti (2007-2017)
Sou a Lívia Franco Cavalcanti, psicóloga graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da UFRJ. Integrei a Casa da Árvore no período de 2007 a 2017. Atuo na área da Psicanálise, com ênfase em clínica de adolescentes e adultos, sempre pensando sobre a interface entre subjetividade e cultura. Tenho interesse especial em estudar a psicanálise como potencial instrumento de transformação para além do espaço clínico, e, neste livro, escrevemos sobre essa mágica que acontece nos encontros da diversidade dentro da Casa da Árvore.
Leila Lemes
Sou Leila Lemes, negra, periférica, psicóloga e psicanalista, mestre em Psicanálise pela UERJ. Faço parte da Gestão do Movimento das Mulheres Sambistas, atuo como psicanalista no Rio de Música (Ong com mais de dez anos no do Jacarezinho atuando com música). Estou supervisora clínica associada em psicanálise do Instituto de Estudos e Complexidades em psicanálise. Há quase dez anos em consultório particular e em supervisão em psicanálise. Apaixonada por arte e por gente. Fui supervisora convidada e comentadora na Casa da Árvore. A escrita é o que me move em direção a um mundo melhor.
Luana Corrêa dos Santos (2015-Atual)
Sou psicóloga clínica infantil (UERJ), especializada em Saúde mental e psicanálise (UFF), mestre em Psicanálise e Saúde Pública (UERJ) e formada em estudos psicanalíticos pelo Instituto Gradiva. Me debruço sobre a teoria da psicanálise lacaniana e estudos relacionados à racialidade negra. Atendendo crianças periféricas e negras em instituições e ongs que dão privilégios aos cuidados da saúde mental infantil. Atuo na clínica privada com jovens adultos e mulheres negras. No momento estou como Diretora executiva da Ong Casa da Árvore.
Luana Moura (2016-2025)
Sou Luana, psicóloga e atriz, fotógrafa, amante das danças e das raízes, das palavras e dos ritmos. Meu ofício é cuidar de infâncias, subjetividades, parentalidades, vínculos. Com a ajuda da psicanálise eu habito um espaço de construção de curas e também de narrativas. Foi a Universidade Federal do Pará (2007-2013) a Fiocruz (2014-2016), a PUC-Rio (2016-2018) e a Casa da Árvore (2016-2025) que construíram minhas raízes e hoje, depois de 13 anos de formada, me torno membro participante do Círculo Psicanalítico do RJ.
Manuela Balsalobre (2009-2022)
Sou psicóloga formada pela UNIP (SP), com especialização em psicanálise clínica com crianças (PUC-Rio) e formação em psicomotricidade pelo Instituto Anthropos. Na CDA transitei pelo Espaço de Convivência da Ilha da Conceição – onde também fui coordenadora –, Chapéu Mangueira e Turano; fiz parte da equipe do Cuidando de quem cuida atuando em creches comunitárias; e fui diretora de projetos da ong. Atualmente trabalho em consultório particular atendendo crianças, adolescentes e adultos. Acredito que a clínica é um espaço de experimentação sensível importante para integrar corpo e trajetória de vida trazendo novos processos de subjetivação e novas formas de estar no mundo.
Mariana Matos (2013-2015)
Cursei graduação em Psicologia na UFRJ, especialização em Psicoterapia de Família e Casal, mestrado e doutorado em Psicologia Clínica na PUC-Rio. Atuo na atenção a famílias, casais e infância, nas áreas escolar e clínica, com orientação psicanalítica. Meus interesses de pesquisa são parentalidade, perinatalidade, infância e formação de educadores. Atualmente sou pós-doutoranda em Psicologia Clínica na PUC-Rio; professora do curso de especialização em Psicoterapia de Família e Casal na CCE/PUC-Rio, supervisora clínica do SPA/PUC-Rio; membro do LEFaC (Laboratório de Estudos em Família e Casal); psicóloga e supervisora clínica em consultório particular; e psicóloga escolar.
Pedro Ramos (2019-2022)
Sou Pedro da Cunha Ramos, psicólogo (UFF) e tive a oportunidade de fazer parte da Casa da Árvore entre 2019 e 2022. O aprendizado que se deu nesse período marcou minha formação de maneiras muito singulares. Para além do intenso processo formativo de um fazer clínico coletivo, partilhei momentos de séria reinvenção institucional junto ao grupo. Parte disso é narrado no texto sobre a reestruturação na Ilha da Conceição, durante e após a pandemia da Covid-19. Hoje atuo como psicólogo clínico e supervisor na cidade do Rio onde uma insistência no trabalho com a adolescência seguiu em mim de outras formas.
Priscila Gribel (2014-2015)
Meu nome é Priscila Gribel, sou psicóloga, psicanalista, trabalhadora do SUS e doutoranda em Teoria Psicanalítica pelo PPGTP da UFRJ. Trabalhei na Casa da Árvore de abril de 2014 à maio de 2015. Hoje, atuo como Supervisora Clínico-Institucional em serviços da RAPS e também mantenho minha prática clínica em consultório particular. O trabalho na Casa da Árvore me mostrou uma aposta firme na palavra, no brincar e na criança como sujeito. Isso tudo, em dispositivos territoriais e abertos à comunidade. Essa experiência ajudou a me orientar (e a questionar) a práxis com crianças e seus cuidadores.
Raíssa Fontes (2018-2025)
Sou psicanalista formada pelo Instituto Nebulosa Marginal, psicomotricista pelo Instituto Anthropos de Psicomotricidade e graduada em Comunicação Social pela PUC-Rio. Atuei na Casa da Árvore entre 2018 e 2025. Me interesso por práticas terapêuticas que emergem do corpo em movimento e pelo encontro entre arte e clínica, especialmente no diálogo com a dança, a música e outras linguagens sensíveis. Minha prática é atravessada por reflexões sobre gênero, raça, classe e pelas dimensões coletivas da experiência subjetiva.
Natasha Pasquini (2023-2026)
Artista, psicóloga, pesquisadora e brincante. Doutoranda e mestre em Artes da Cena (UFRJ) e em formação no CPRJ. Sou formada em Psicologia (UFRJ) e em Estética e Teoria do Teatro (UNIRIO). Investigo a inscrição da alegria no corpo negro através de práticas clínico-artísticas de cuidado. Minha escrita nasce do meu corpo negro de mulher forjado nos subúrbios do Rio de Janeiro em relação com práxis artística, escuta implicada e experiências compartilhadas nos coletivos.
Nicole Meireles (2017- atual)
Sou psicóloga formada pela UFRJ, mestra em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana na UERJ. Fiz pós-graduação em Terapia Através do Movimento (Faculdade de Dança Angel Vianna), em Psicologia e Relações Raciais (AMMA Psique e Negritude) e em Projetos Sociais e Políticas Públicas (SENAC). Sou estudiosa das psicanálises, das parentalidades, das relações raciais e das infâncias – em uma busca constante de costura entre todas elas. Sou mãe do Tom e do Matias.
Vilma Dias (2021-2026)
Psicanalista. Graduada em Terapia Ocupacional. Servidora pública da SMS-RJ e SES-RJ. Especialização em Saúde Mental. Coordenadora do CIEN CIEN-RJ. Integrante de estudos permanentes – EBP-RJ. Integrante do Coletivo Ocupação Psicanalítica-RJ. Coordenadora do laboratório Pipa voada- CIEN-RIO. Coordenadora do CINE CIEN-RJ. Supervisora Clínico Institucional da ONG Casa da Árvore entre 2021 e 2026. Pós-graduanda no ICL-FESPSP.
Vivian da Rocha Pires (2013–2021)
Sou psicóloga formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista em Terapia Sistêmica pela Faculdade Unyleya e em Psicologia Clínica com Crianças pela PUC-Rio. Minha trajetória profissional foi se construindo especialmente no campo das políticas públicas, entre os estudos sobre a clínica e a experiência em dispositivos coletivos de cuidado. Na atuação junto à ONG Casa da Árvore encontrei um espaço aberto para entrelaçar modos de pensar o cuidado para além da clínica individual, reconhecendo na experiência compartilhada e nas redes que se constroem cotidianamente possibilidades de acolhimento, pertencimento e transformação.
Yan Fernandes (2022-2026)
Me chamo Yan Fernandes da Silva, formado em psicologia pela UFF e mestrando pela mesma, interessado pelo cuidado com as infâncias e pesquisador do movimento hip-hop e sua intercessão com a promoção da saúde mental da população negra e periférica. Me encontro atualmente como psicólogo no território da Ilha da Conceição e da Pequena África, integrando a Casa da Árvore desde agosto de 2022. Sendo cria das batalhas de RAP e sendo formado pelo chão de São Gonçalo, aposto em uma escrita aterrada, pensando o território como fonte de conhecimento e não como objeto de pesquisa.
Detalhes
ISBN: 978-65-251-9856-9
ISBN Digital: 978-65-251-9857-6
DOI: 10.24824/978652519856.9
Ano da Edição: 2026
Distribuidora: Editora CRV
Número de páginas: 264
Formato do livro: 16x23
Numero da Edição: 1
Assunto: C132 Casa da Árvore 25 anos: clínica, infância, raça e território / Cassiane Vieira, Fernanda Kutwak, Joyce Lima, Luana Corrêa, Nicole Meireles (organizadoras) – Curitiba : CRV, 2026. 264 p. Bibliografia. ISBN Digital 978-65-251-9857-6 ISBN Físico 978-65-251-9856-9 DOI 10.24824/978652519856.9 1. Psicanálise com crianças 2. Infância 3. Território 4. Relações raciais I. Vieira, Cassiane, org. II. Kutwak, Fernanda, org. III. Lima, Joyce, org. IV. Corrêa, Luana, org. V. Meireles, Nicole, org. VI. Título VII. Série. CDU: 159.922.7 CDD: 155.418 Índice para catálogo sistemático 1. Psicanálise – 155.418
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